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Produtor comemora a valorização dos produtos da roça em festas de fim de ano

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Produtor comemora a valorização dos produtos da roça em festas de fim de ano

(Fonte: Jornal Hoje em dia // Por Lídia Salazar – Especial para Força do Campo)
Para atender ao aumento da demanda, Paulo Santana e a esposa terão que contratar um ajudante
Para atender ao aumento da demanda, Paulo Santana e a esposa terão que contratar um ajudante

 

É difícil encontrar um belo-horizontino que não tenha alguma relação com o interior mineiro. São histórias de infância, férias na casa da avó ou do primo, visita a família da namorada, enfim, há sempre um caso para contar. E, quando os causos são lembrados, bate a saudade da comida caseira, do cheiro do café moído, do queijo artesanal, do bolo quentinho, dos doces de tacho, entre outras delícias que só nas roças, sítios e fazendas de Minas Gerais era possível encontrar.

Diante de tantos desejos, aos poucos, tudo isso tem sido trazido direto da roça para a capital, e mais, nesta época do ano, tem se transformado em presente disputado: uma cesta de Natal cheinha de produtos mineiros.

Não são somente os turistas, mas moradores da capital dificilmente resistem às delícias dos sabores de Minas. Quando viajam pelas cidadezinhas em busca de produtos que só elas têm, ficam pedindo para que as vendas aconteçam também em Belo Horizonte, estimulando, assim, os produtores rurais a aumentarem a produção e a comercializarem também na capital.

Foi por isso que, em 1991, o produtor Paulo Santana, do Carmo do Paranaíba, no Triângulo Mineiro, passou a vender seus queijos em BH. Com o tempo, mesmo tendo enfrentado dificuldades e até ter interrompido a produção por problemas de saúde na família, ele ampliou o mix de produtos e, atualmente, além dos queijos que continuam sendo comercializados em mercado e empórios, Paulo Santana e a esposa fazem rosquinhas de coco, goiabada e queijo; bolo e bolacha de queijo canastra. A venda mensal gira em torno de 600 unidades e o casal pretende aumentar no próximo ano a produção da rosquinha, que é o carro chefe. Para isso, pretende contratar mais pessoas para facilitar o processo.

“O produto do interior está cada vez mais sendo valorizado na capital. Percebo isso claramente quando turistas que vêm a nossa região, passam por aqui e querem levar em grandes quantidades, seja para consumo próprio ou para dar de presente.

Não faltam elogios ao sabor e à qualidade, o que é muito prazeroso para quem produz”, orgulha-se Paulo Santana. Segundo o produtor, nessa época de Natal as vendas aumentam aproximadamente em 40%, assim como em outras datas comemorativas ao longo do ano.

Doces

Aroldo Amorim, que mora em Carmópolis, sul de Minas, a cerca de 120 km de Belo Horizonte, traz para Belo Horizonte bolos, biscoitos de polvilho, doces de leite, de jabuticaba, figo, goiaba e também mussarela de bolinha.

Ele começou a vender em BH incentivado por visitantes que passavam pela cidade e experimentavam seus produtos. “Eles elogiavam tanto e insistiam para eu vender na capital, sempre dizendo que ia fazer sucesso porque nunca tinham experimentado nada igual. Os visitantes tinham razão, pois tem dado muito certo”, conta.

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